Excertos

por Rodrigo Ghedin

Celulares achados à venda no MercadoLivre

Até eu, um “operador do direito” não praticante, sei que coisa achada tem que ser devolvida ao dono ou, caso esse não seja encontrado, à autoridade competente. A regra é clara:

Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.

Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por encontrá-lo, e, se não o encontrar, entregará a coisa achada à autoridade competente.

Nem precisava tanto. Porque… né? uma grande sacanagem encontrar um bem, independente do valor, e tomá-lo para si, o famoso “mocar”. Coloque-se na situação da pessoa que o perdeu; você não gostaria que uma boa alma encontrasse seu bem e o devolvesse? Pois é. Aquele lance de karma, ou em termos mais diretos, honestidade.

Estava eu, fazendo algumas pesquisas no MercadoLivre por um smartphone, quando o Leitaum, que me ajudava na árdua tarefa via Messenger, mandou o link de um iPhone bem estranho. Print para a posteridade:

Vendo iPhone 4 *achado*, no MercadoLivre.

O cara se cadastrou no MercadoLivre e ainda comprou um carregador para vender o iPhone 4 de 32 GB, que, novo, não sai por menos de R$ 2.300. Já avacalharam o leilão e, de certo, muitos já o denunciaram ao sistema, ainda que as opções pré-definidas do MercadoLivre não tragam nada que se adeque ao caso.

(In)felizmente, existe apenas mais um resultado na busca pela palavra “achado” na área de telefonia móvel do site de leilões. E curiosamente, é um extremo ao exemplo acima: um celular LG que “ñ funciona”, mas está com baterria, por R$ 30. PÕE NA TELA!

Celular da LG *achado*, à venda no MercadoLivre.

Difícil.

3 Feb 2011 em #tecnologia