Excertos

por Rodrigo Ghedin

549 dias seguidos estudando espanhol no Duolingo pelo celular, sofrendo com aquele teclado virtual horrível, para hoje descobrir que dá para fazer as lições no computador, com um teclado de verdade.

12/8/2021

Acordei disposto a fazer um almoço diferente. Preparei polenta acompanhada de espinafre refogado com PTS e ricota esfarelada por cima.

Ficou horrível, de longe a pior refeição que comi no ano.

1/8/2021

Review ⚡️ rápido: PFF2 Aura 9320 da 3M

Selfie de homem branco, cabelo curto e óculos, usando uma máscara 3M Aura branca.

+ Bem confortável na região do nariz e bochechas. Tem uma espuma ali.
+ Não fica um “bico de pato”.
+ A parte inferior avança na papada, o que ajuda no ajuste.

− Cara. Mesmo na promoção (comprei assim), custa o dobro da outra PFF2 que tenho (Delta Plus).
− A marca da 3M estampada na frente te transforma em um outdoor ambulante.

1/8/2021

Hoje eu descobri que o servidor de e-mail do Manual do Usuário gera estatísticas de mensagens recebidas e enviadas. Como sou o único usuário, é um raio-x da minha caixa de entrada. Em 2021, recebi 24.280 e-mails, média de 122,6 por dia. É muita coisa. Chutaria que ~95% são releases disparados em massa que não têm nada a ver com o que eu cubro.

17/7/2021

Foto de um prato com macarrão fusilli temperado com brócolis, cenoura, creme de leite e leite de coco.

O leite de coco, que comentei na última newsletter, continua rendendo pratos saborosos por aqui.

4/7/2021

Foto de dois pratos, um em primeiro plano e focado, com um macarrão com camarões e cogumelos paris.

O melhor investimento em marketing que um restaurante pode fazer, sem sombra de dúvidas, é em fotografias profissionais ou minimamente atraentes dos seus pratos. (O macarrão da imagem não está à venda.)

13/6/2021

“Talvez sempre tenha sido assim e nós não soubéssemos, porque não tínhamos como saber. É como se estivéssemos olhando para uma Nigéria adulta que não conhecíamos.”

— Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah.

13/6/2021

O inglês e a cobertura de tecnologia

Em resposta à última newsletter do Manual do Usuário, um leitor me disse: “Mesmo sendo fluente em inglês, incomodou-me o fato de quase todas indicações serem em outra língua. Isso não afasta um pouco o público? Estou sendo chato?”

Em primeiro lugar, não está sendo chato. Esse é, também, um incômodo meu. (Preocupo-me com essas questões, vide este post.) Quanto a afastar o público, em pesquisas passadas junto aos leitores a maioria revelou compreender bem o inglês. Ainda que esse cenário tenha se mantido, tem uma minoria que não lê em outro idioma. Então, sim, acho que afasta.

Incomoda-me muito só indicar coisas em inglês, ainda mais em um site de tecnologia. As principais empresas e novidades do setor vêm dos Estados Unidos, então há uma lógica no fato do inglês permear a cobertura, mas 1) tal influência não é exclusividade dessa área; e 2) acho que exageramos, nós, imprensa especializada em tecnologia, talvez perdendo o posto de mais colonizados apenas para os publicitários.

Às vezes, lendo sites nacionais dedicados à cobertura de tecnologia, tenho a impressão de que são escritos para brasileiros residentes em Manhattan ou San Francisco. São notícias muito locais de norte-americanos, de empresas e personagens que só importam a eles, com memes que sequer fazem sentido aqui e outros tantos detalhezinhos e detalhezões que me causam estranhamento e desconforto. O idioma é o português, mas falta brasilidade.

Uma das minhas lutas discretas à frente do Manual é desenvolver uma cobertura de tecnologia genuinamente brasileira. Atenta ao que acontece nos EUA, mas que limita o que repercute de lá àquilo que nos atinge e que de fato importe a alguém que resida no Brasil.

Tal cuidado se estende à nossa atuação em curadoria, manifesta nas newsletters. Esforço-me para buscar conteúdo nacional, em português. Não é fácil. Por aqui, faz-se muito hard news, mas pouco conteúdo de fôlego original, criativo. Faltam blogs pessoais. Nos veículos profissionais e especializados, faltam pautas malucas ou surpreendentes; falta arrojo. E as reportagens mais relevantes acabam feitas pelos jornalões ou por publicações de negócios, com seus vícios e vieses.

Sei que muitos alguns colegas do meio já me olham torto, então reforço: não estou desdenhando do trabalho deles, de vocês, mas sim pedindo para que façam mais, para que se arrisquem mais. Que sejam menos The Verge ou Engadget, porque não é como se o The Verge ou o Engadget não estivessem acessíveis a todos nós. A gente é capaz de fazer coisas tão legais quanto as que os gringos fazem e o Brasil é uma mina infinita de histórias fascinantes e de problemas a serem revelados e questionados. Não é por escassez de pautas que esse tipo de conteúdo é tão raro.

Nas últimas semanas, tenho achado ainda mais difícil encontrar conteúdo original que valha um link nas newsletters do Manual. Será a pandemia? Porque eu estou mentalmente esgotado e, por mais que tente não deixar isso “vazar” para o site, não tenho certeza se estou sendo bem sucedido. É difícil pensar em coisas diferentes estando no meio de um genocídio. Seguimos tentando.

O Manual tem um alcance limitado, porém gosto de usá-lo para promover coisas diferentes e legais. Toda quarta, abro um post para pedir indicações de leitura aos leitores. Nem todas entram nas newsletters, mas referencio o post nelas para que os inscritos leiam essas indicações colaborativas. E, fora dali, estou sempre aberto a sugestões — mande por e-mail, no Twitter, onde der.

29/5/2021

Que saudade do futuro.

— Murilo Mendes (via).

24/5/2021

Orem por mim: acabei de fazer uma compra meio cara, de um produto usado, que tinha um “Super Conservada” na descrição do anúncio.

22/5/2021