Excertos

por Rodrigo Ghedin

Reboot no Twitter

Hoje dei unfollow em todas as pessoas que seguiam no Twitter. Eram quase 250; não sobrou uma. O motivo para essa atitude drástica foi um só: poder “respirar” lá dentro. Seguindo 250 pessoas, eu não conseguia acompanhar um contato sequer de forma satisfatória. Lia fragmentos das atualizações de cada um, era ajudado pelo ótimo Nested Twitter Replies, mas ainda assim a quantidade de ruído e o excesso de perfis que seguia por preguiça, reciprocidade ou conveniência, era muito grande, inviabilizando qualquer utilização mais aprofundada do microblog.

Você, que está lendo isso, provavelmente era seguido por mim e não é mais. Eu queria ter feito essa limpa bem antes. O que me segurou por tanto tempo foi um único motivo: o receio de magoá-lo. O Twitter é uma espécie de “rede social assíncrona”, o que significa que para me seguir eu não preciso segui-lo de volta. A graça da coisa está aí. Perfis com milhares, milhões de seguidores só existem por conta dessa liberdade. Se eu não te sigo, não se sinta mal por isso.

Não é por que leio seu blog que preciso segui-lo no Twitter. Não é por que trocamos alguns tweets no passado que preciso segui-lo no Twitter. Não é por que somos conhecidos, colegas ou até mesmo amigos que preciso segui-lo no Twitter. O Twitter possui seu próprio “modus operandi”, sem regras, onde cada um faz e escreve o que quiser. Há inúmeros critérios que me desestimulam a seguir alguém no Twitters e se não o sigo de volta, é bem provável que você se encaixe num deles. O que, vale dizer, não é um defeito seu, longe disso. Apenas seu perfil (o perfil, não você — há exceções) não é interessante a mim. Somos pessoas, tenha certeza de que centenas, milhares de outras têm opinião diferente de mim e provavelmente te seguiriam no Twitter.

Particularmente, acho mais sincero e honesto vir aqui e dar a cara a tapa, dizer o que fiz, até para elucidar potenciais mal entendidos, do que ficar (tentando) esconder. Na época do “boom” dos scripts (que nunca utilizei, só para constar), muitos adeptos da prática mantinham perfis secundários e ocultos apenas para seguir quem de fato lhes interessava. Isso é o Twitter? Para eles, sim. Como disse, o serviço não impõe regras, quem sou eu para ditá-las aqui?

Faz uma hora que meu perfil no Twitter está aberto. Nesse intervalo, pularam apenas quatro tweets novos das 16 pessoas que sigo até agora. É uma sensação de calmaria muito boa.

24 Feb 2010 em #relatos