Excertos

por Rodrigo Ghedin

Eu os li, contou. Por um segundo pensei que ela mentia, apesar de nunca ter mentido sobre essas coisas, nunca mentiu sobre nada, na verdade. Nosso problema foi justamente esse, que não mentíamos. Fracassamos pelo desejo de ser honestos sempre.

— Alejandro Zambra, Formas de Voltar para Casa.

16 Jan 2018

Às vezes acho que ela sente vontade de ficar, de que a vida consista nisso, nada mais. É o que eu quero. Quero fazê-la desejar uma vida aqui. Quero enredá-la de novo no mundo do qual ela fugiu. Quero fazê-la acreditar que fugiu, que forçou sua história para se perder nas convenções de uma vida cômoda e supostamente feliz. Quero fazê-la odiar esse futuro plácido em Vermont. Me comporto, em resumo, como um imbecil.

— Alejandro Zambra, Formas de Voltar para Casa.

16 Jan 2018

Breve análise de uma newsletter pessoal

Sempre que leio alguma coisa em um jornal, revista ou site, procuro saber quem estou lendo. Embora nem sempre a assinatura corresponda ao verdadeiro autor ou esteja disponível, acho um diferencial importante — e que será ainda mais quando dividirmos a bancada na redação com robôs.

Em muitos casos, coloco jornalistas e colunistas acima das publicações. Acompanho a pessoa, independentemente de onde ela escreva. É mais ou menos a ideia das redes sociais, mas livre da toxicidade e da impulsividade desses ambientes. Talvez uma comparação melhor seja com diretores, atores e autores. A individualidade, as linhas de raciocínio, os assuntos cobertos e os trejeitos da escrita se sobrepõem à publicação. (Embora haja uma relação direta; é difícil ter gente boa escrevendo em publicações ruins.)

Ao longo dos anos, sempre tentei manter contato com os leitores mais assíduos, esses que me reconhecem pelo meu texto e gostam dele. “Manter contato”, no caso, no sentido de facilitar para que eles possam me acompanhar onde quer que eu estivesse escrevendo. Já passei por algumas redações e, em mais de uma ocasião, recebi comentários e mensagens do tipo “te lia no site X e não sabia que agora está no site Y”. É, pois, um problema real.

Numa época, tentei alavancar redes sociais para esse fim (funciona mais ou menos). Antes, havia criado um feed RSS que concentrava tudo que eu fazia (mas alguém ainda usa RSS?). Ambas não se provaram boas soluções a longo prazo.

Quando deixei o Manual do Usuário para começar na Gazeta do Povo, fiz algo que deveria ter feito há muito tempo: uma newsletter pessoal. Convidei os leitores a assinarem-na mesmo sem saber o que escreveria ali; naquele momento, manter o contato era o que importava.

Um formato acabou surgindo após o envio de umas três edições sem periodicidade e desestruturadas. Então, hoje, após 26 envios semanais consecutivos e aproveitando esse clima de fim de ano, achei que seria uma boa hora para dar uma parada, analisar alguns números e refletir um pouco.

Manutenção da newsletter

A minha newsletter tem, neste momento, 241 assinantes ativos. Essa última parte é importante porque, desde o começo, estabeleci uma meta elevada para a taxa de abertura. Queria restringir a newsletter apenas a pessoas genuinamente interessadas e, ao mesmo tempo, não abarrotar a caixa de entrada dos demais.

Para isso, criei uma regra: assinante que não abrisse as quatro últimas edições no dia do envio da quinta seria descadastrado automaticamente. Das 334 pessoas que já se cadastraram, 93 foram removidas nesses cerca de seis meses, ou 27,8% — a maioria por esse critério.

Gráfico de assinantes ativos e descadastrados.

No fim, alcancei uma taxa de retenção alta, de 72,2%, com um esforço mínimo da minha parte e, importante, sem qualquer chateação para o (ex-)assinante. Nunca enviei um e-mail dando ultimato para os que me ignoravam. Eu também assino newsletters e sei que, às vezes, bate uma preguiça de ler e as edições começam a se acumular e, mesmo assim, fico com dó ou receio de perder algo, o que me faz empilhar e-mails para ler “um dia”, dia esse que, na prática, raramente chega.

O que faço é tirar esse peso do assinante. Eu puxo o band-aid por ele. E é indolor, porque sequer um aviso de descadastramento é enviado. Ele apenas para de receber as minhas mensagens. (De minha parte também é tranquilo. Não guardo ressentimento de quem foi descadastrado dessa forma, sei que todo mundo enfrenta um leão por dia e há coisas melhores ou mais importantes que a minha newsletter a serem lidas.)

Obviamente, qualquer um que deixou de receber a newsletter (por esse filtro ou por vontade própria; também existe essa opção no rodapé de todo e-mail) e quiser voltar pode refazer a assinatura como se fosse a primeira vez, sem qualquer impeditivo.

Taxas de abertura e de cliques

A taxa de abertura da minha newsletter está em 79%. Em média, cada edição foi lida por 164 pessoas de 209 envios/recebimentos.

Desconheço newsletter que tenha esse índice tão elevado. A ferramenta que uso oferece uma “média da indústria” por categoria. Na minha, que é classificada em “Hobbies”, ela é de 21,2%. Em outras palavras, a taxa de abertura da minha newsletter é quase quatro vezes maior que a média da indústria.

A edição mais lida, proporcionalmente, foi a nona, com taxa de abertura de 86,7%. Em número absoluto, foi a 16ª, com 205 leitores.

A newsletter consiste em quatro blocos: o primeiro com uma introdução/história que tenha acontecido comigo; depois, um bloco com as matérias que eu escrevi e que saíram na editoria de Nova Economia; o terceiro traz textos de outros autores que eu li e de que gostei; e o último com tweets engraçados ou curiosos. (Aqui explico melhor o funcionamento dela.)

As pessoas gostam e clicam nesses links. Em média, 99,6 delas clicam em pelo menos um link de cada newsletter, ou 48,3% de todas que as recebem. Importante notar: sem clickbaiting ou pedidos diretos para cliques.

Ia fazer a média do total de cliques em cada edição, mas esse número fica meio escondido nas estatísticas da ferramenta que uso e aí a preguiça me venceu. Apenas para dar um panorama, fiz um gráfico completo das últimas quatro:

Estatísticas detalhadas das últimas quatro edições.

Satisfação

Nunca paguei um centavo para divulgar a newsletter. Só fiz isso, basicamente, pelo Twitter. Fora de lá, coloquei uma vez o link para cadastro no meu perfil do Facebook (e focado em quem me segue, não nos “amigos”), dentro de duas matérias (salvo engano), uma na Gazeta do Povo, outra no Manual do Usuário, e neste texto no Medium para divulgá-la.

Se os números relativos impressionam, os absolutos, não muito. Qualquer canal de YouTube, perfil no Instagram ou blog pequeno alcança mais gente. A diferença, e o que me motiva a toda semana trabalhar nessa newsletter depois do expediente no jornal, é esse contato mais próximo com amigos e leitores interessados. Não é muito raro receber respostas e continuar a conversa individualmente. Isso é bem legal.

São enormes a satisfação e a responsabilidade de falar com cada uma dessas pessoas que me concederam um espaço em suas certamente abarrotadas caixas de e-mail e, mais que isso, dedicam dez minutos por semana para saberem o que estou fazendo.

Eu gosto muito do e-mail e, pela minha newsletter, vejo que existe muita gente que compartilha esse apreço. Se você gosta do que eu escrevo e ainda não assina ela, é a melhor maneira de acompanhar meu trabalho. O caminho é por aqui.

23 Dec 2017

Minha foto virou capa de álbum

Em 2010, logo depois de tirar minha então câmera nova da caixa, uma Panasonic Lumix FZ35, apontei ela para um urso gigante de pelúcia que estava tomando Sol, na casa dos meus pais, e fiz um disparo.

Depois, subi essa e outras fotos iniciais, de testes, para o Flickr. Tenho o hábito de licenciar todas as minhas fotos sob Creative Commons, o que significa que outras pessoas, empresas e instituições podem usá-las, desde que eu seja creditado. No trabalho, recorro quase todo dia a fotos de outras pessoas que as compartilham da mesma forma. Assim, retribuo na mesma moeda. É o mínimo que posso fazer. (Sem falar que, convenhamos: é pouco provável que alguém se incomodaria em pagar para usar qualquer uma delas.)

Hoje, sete anos depois, recebi uma mensagem pelo Flickr de um músico holandês chamado Ferrie=differentieel (um pseudônimo), dizendo que usou a minha foto como capa do álbum ou de uma música que ele compôs. Pelo que entendi, a música é uma homenagem a seu filho (ou filha), Maxim, que acaba de completar um ano.

Ferrie=differentieel se denomina um “músico de inteligência artificial de computadores”, ou algo assim, e, embora seja uma classificação deveras específica, de alguma forma fez total sentido quando ouvi a canção, Max One, ilustrada pela minha foto do ursão.

Veja que legal ficou:

Capa do álbum Max One.

3 Dec 2017

31

“Essas grandes movimentações — trabalho, formação — tomam tempo, então me parece surpreendente, revendo o que passou, o tanto de novidades que eu tinha uns anos atrás nos intervalos entre eles.”

Escrevi o trecho acima há exatamente um ano apenas para, hoje, me contradizer: estou morando em outra cidade e trabalhando em outro lugar, duas das maiores movimentações que podem acontecer com alguém. Também passei por grandes mudanças no não fazer. Estou sem estudar formalmente, algo meio raro nesses 31 anos — passei apenas cinco deles fora da escola ou de uma universidade.

O último ano foi agitado, e não por dilemas ou crises que essas viradas de década costumam (dizem) desencadear nem só pelas mudanças de endereço, acadêmica e profissional. No geral, tive pouco tempo para pensar em questões existenciais, o que pode ser encarado como um sinal de que a vida está acontecendo. Mas, melhor que isso, esse período foi bem ocupado e distribuído. Comigo mesmo, com as muitas pessoas novas que tive o prazer de conhecer e com aqueles que já faziam parte da minha vida e continuam, apesar da distância. Mesmo fora da universidade, aprendi bastante. Diverti-me muito também. Foi um bom ano.

Ao mesmo tempo em que me sinto satisfeito, preocupa-me o entorno. Ano passado, escrevi que a Internet precisava ser revista. Foi um comentário presciente de tal forma que estaria mentindo se dissesse que tinha ideia do que estava por acontecer e do papel que ela teria nesse delírio coletivo em que nos metemos. Está sendo pior do que qualquer um poderia imaginar, mas sou otimista e acho que tem jeito. Só não sei como.

Voltando ao meu umbigo, acho que a única coisa que negligenciei foi no cuidado com meu corpo. Retornei ao sedentarismo, no começo do ano pela correria das mudanças, mas, depois, instalado e adaptado à nova vida em Curitiba, continuei apegado àquela desculpa que já não colava mais. Preciso voltar a fazer alguma coisa.

De resto, continuar nessa levada seria ótimo. Os meus trinta foram bons, estáveis: sem sustos, mas com surpresas agradáveis e muitos momentos felizes. O que mais alguém pode querer?

Anos anteriores: 24, 25, 26, 27, 28, 29 e 30.

8 Nov 2017

Mother

Mãe! (Darren Aronofsky, 2017).

7 Oct 2017

Pica-Pau

Passei a sexta-feira de molho, acometido por uma inflamação na garganta. Restou-me pouco a fazer, então vi uns desenhos do Pica-Pau. Ok, minto: vi muitos desenhos do Pica-Pau.

Notei alguns aspectos que nunca me ocorreram na infância. Por exemplo, duas tentativas de índios, em episódios distintos, de escalpar o Pica-Pau com um machado. Caso lhe fuja o significado, “escalpar” é retirar a pele que recobre o crânio. Sem falar nos tiros, nas mortes, crossdressing e na moral dúbia (para dizer o mínimo) de todo mundo ali. Tem material suficiente para o MBL promover uns três ou quatro “boicotes”.

O Pica-Pau clássico é um desenho doentio equivocadamente indicado para crianças. É isso o que o torna tão divertido (para adultos!) mesmo após 50 anos, mas é errado demais para ser consertado mantendo sua essência. O péssimo remake de 1999 é uma prova e o filme, previsto para esse ano, deve ser outra, a definitiva, dessa impossibilidade.

24 Sep 2017

Concreteworld

Vez ou outra algumas assessorias nos convidam para encontros ou almoços. Elas fazem isso para que seus clientes tenham a oportunidade de se apresentarem adequadamente e falarem dos seus produtos ou serviços. Bater um papo, basicamente. Quase sempre são encontros agradáveis e proveitosos.

Quarta-feira tive um desses, com o CEO e o cara do marketing de uma empresa de segurança digital de Curitiba. Marcamos num restaurante no Juvevê, um bairro próximo ao Centro, que é onde fica a redação da Gazeta do Povo. Fui a pé, observando a mudança gradual da paisagem.

Os centros das cidades costumam ser cinzas, sem muitas árvores. Fui mal acostumado nesse aspecto, porque no interior do Paraná não é assim, especialmente em Maringá onde há muitas árvores em todo lugar — com exceção do Novo Centro, que parece um enclave do Oriente Médio no meio da cidade. Mas aqui e em São Paulo, as que conheço mais ou menos, é notável a falta de natureza na região central.

Essa ausência, para mim, é uma daquelas que fazem falta e que só se percebem na prática. Como o Sol. (Os últimos dias, atipicamente ensolarados aqui, têm sido agradáveis.) Por não ter o hábito e nem condições, devido aos meus horários, de andar por outros bairros durante o dia, aquele trajeto para o almoço da última quarta foi quase como redescobrir a cidade. Vi que existe uma Curitiba mais verde e aconchegante; mais bonita.

Pelo contrato com a imobiliária, terei que ficar onde estou por mais alguns meses. Enquanto preso em uma região menos arborizada, tenho tentado amenizar essa carência deixando o interior do apartamento mais verde.

Nunca havia cultivado plantas. Já tenho uma palmeira média (~1,5 m) e alguns temperos plantados num vaso que deixo sobre o balcão da cozinha. Águo todas as plantas dia sim, dia não, tento posicioná-las para pegar o Sol fraquinho do fim de tarde e lembro sempre de abrir as janelas para fazer circular o ar.

Sou quase o personagem do Kevin Costner em Waterworld, mas o meu filme seria algo como “Concreteworld”.

Desde que saí da casa dos meus pais, nunca mais morei em casa — sempre em apartamento. Acho mais prático e seguro. Mas lidar com a terra (comprada em um saquinho, mas vá lá), colher manjericão e cebolinha frescos enquanto cozinho, cultivar as plantas… tudo isso tem feito eu refletir sobre onde quero morar quando chegar a hora de me fixar num endereço. De repente, estar mais próximo do chão e ter um quintal à disposição para plantar passou a ser um aspecto importante.

29 Jul 2017

O que acontece quando um tweet viraliza?

Aconteceu algo inusitado: um tweet meu viralizou. No momento em que escrevo isto, ele já passa de 1200 retweets e pouco mais de 1500 curtidas. Foi algo que me pegou de surpresa. Nunca tinha acontecido e imagino que não seja um fato tão corriqueiro, então achei que seria uma boa relatar a experiência.

A primeira sensação é o susto. Não sei você, mas já tinha pensado no que faria se, do nada, algum perfil meu em rede social começasse a bombar sem eu saber. Foi mais ou menos isso o que aconteceu.

Publiquei aquele tweet pouco antes de sair da redação. Vim para casa, tomei café, estava à toa no sofá quando resolvi dar uma olhada no Twitter. A aba de notificações marcava “36”, o que me deixou intrigado. Quando publico algo e passo o dia longe do Twitter, é raro chegar a 20 no acumulado. Fui verificar e vi que o tal tweet já tinha mais de 300 retweets.

Nos dois ou três dias seguintes, a aba de notificações ficou imprestável. A menos que eu filtrasse elas por menções (ou usasse o Tweetbot), perderia facilmente replies. Mas é tanta notificação, o tempo todo, que a sua atenção satura. Em determinado momento, passei a ignorar aquele número ali em cima. Não fazia sentido.

O tweet teve, até agora, 151 mil impressões e 25,8 mil “engajamentos”, número que engloba basicamente qualquer coisa que outras pessoas façam com o tweet. Desses, 98 foram cliques no meu perfil. É uma métrica interessante porque pode durar se ganhar novos seguidores. Porém, desde que o tweet foi publicado, apenas 15 passaram a me seguir, e nem posso cravar que foram todos decorrentes dele. Ser um “one hit wonder” no Twitter não compensa.

Se você tem problemas com números quebrados, tome este presente:

4999 seguidores

Outra coisa curiosa que aconteceu foi um print do meu tweet sair na página Ajudar o povo de humanas a fazer miçanga. A repercussão nos círculos mais próximos foi grande. Família e amigos repararam e comentaram, e até gente com quem há muito não conversava veio falar comigo sobre o post.

Nunca uma matéria minha teve uma “repercussão interna” tão forte, o que me deixou um pouco deprimido. Mas tudo bem. Se eu quisesse ser famoso, não seria jornalista, né?

8 Jul 2017

Em vez do Facebook, uma newsletter

A primeira coisa que Richard Stallman pede, em suas palestras, é para que os presentes que tirarem fotos não as enviem para o Facebook, Instagram ou WhatsApp. A justificativa é de que ele não quer contribuir com mais matéria-prima para que serviços que não respeitam a privacidade do usuário continuem crescendo.

Muita gente acha Stallman louco. Talvez seja, mas ele está certo. Não só nesse ponto, mas especialmente nele. O Facebook não nasceu do jeito que é, nem com o alcance que tem. De alguma forma, ele conseguiu convencer quase que literalmente meio mundo a fazer dali a central de distribuição de novidades, o jornal do millennial, a nova praça pública — lugar onde todos falam e poucos param para ouvir.

É como se o Facebook tivesse entrado com uma panela muito bonita e um fogão industrial de altíssima qualidade, no melhor ponto da cidade, e, nós, com os ingredientes. Deu num caldo pouco nutritivo, mas acessível, que serve muito bem ao negócio do dono das panelas e que deve conter doses desaconselháveis de açúcar — porque só isso explica ele ter se convertido em um vício tão forte para tantos de nós.

Criticar o Facebook é, com frequência, um discurso hipócrita. Diferente do Stallman, eu tenho uma conta e meu trabalho depende, em parte, da distribuição que se faz por lá. Escrevo meus textos, ganho umas curtidas após compartilhá-lo no Facebook e, vez ou outra, novos leitores. No processo, dou mais ingredientes fresquinhos para o Facebook continuar fazendo o seu caldo super calórico.

Seria quixotesco propor uma ruptura a esse modelo. Não funciona assim, não é da noite para o dia e tem muitas variáveis envolvidas. O que quero propor, aqui, é algo mais humilde, condizente com o alcance que eu e esse blog temos: em vez do Facebook, uma newsletter.

A web ainda é nossa, é aberta e sem filtros. Prefiro publicar coisas aqui do que no Facebook, ou minhas fotos neste site que eu fiz em vez do Instagram.

Seu e-mail, idem. Ele é seu e ninguém mexe no que está ali dentro. Nele, chega o que você quiser, sem filtros ou ruído. O filtro, na realidade, é você.

Newsletters são legais. Você assina elas em um site como este, na web aberta, e recebe mensagens periódicas em seu e-mail, sem filtros escusos regulando esse caminho. Quando não quiser mais, basta cancelar o recebimento. Simples, direto e funcional.

Eu tenho uma newsletter. Até agora, não sabia muito bem para que usá-la, mas tive esse lampejo e acredito que ela possa servir de ponte entre tudo o que faço e as pessoas minimamente interessadas. Uma alternativa a redes sociais e outros ambientes filtrados e hostis à privacidade.

Se você é uma dessas pessoas interessadas, assine a minha newsletter.

Ainda existe vida aqui fora.

9 Jun 2017